domingo, 22 de novembro de 2009

Nada é para sempre


Velhas mídias passam por metamorfose para não serem vítima de extinção

A prova que nada é para sempre, é a proibição ou extinção de mídias tão tradicionais como o outdoor que foi barrado no estado de São Paulo, desde 2006. Isso poderia ser o fim total,pois esta mídia só poderia ser atração no museu da publicidade, porém os amantes e criativos publicitários trataram de dar uma nova roupagem para o velho outdoor e outras mídias tradicionais, lógico que não em São Paulo.
Apesar do charme e da liberdade de criação proposta pelos avanços de outras ferramentas de divulgação, as velhas mídias externas vão tentando se adaptar. O que não dizer da campanha da lâmina de Barbear da Bic, que integra o anúncio à paisagem? Não importa qual o produto ou qual a mídia o importante é encontrar soluções que quebre a linha comum.

Por Jilcenatalia Pedroso

Por quês?

Porque agradecemos tão tibiamente quando o motorista pára, onde não tem a obrigação de parar, e nos despimos de vergonha de xingá-lo quando ele esquece de parar na nossa parada?


Porque, afinal, insistimos em apertar o nosso andar no elevador, mesmo quando ele já está apertado?


Por que somos tão generosos com os defeitos de quem amamos e tão implacáveis com quem detestamos?



Por quê?

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Tráfego (ou tráfico) de influência ?

Quem faz faculdade sabe o quanto é difícil conseguir o primeiro estágio. Se você resiste a aceitar um estágio fora de sua área, a situação fica pior ainda. O fato é que quando o primeiro estágio vem (por mais que seja voluntário) algumas coisas melhoram consideravelmente, outras nem tanto. Digo que outras nem tanto, porque nos defrontamos com realidades diversas.Até que ponto a troca de faovres profissionais é saudável, quando é perniciosa? O tráfego de influência existe, é saudável! Mas, e o tráfico de influência ? favorece ou não a perpetuação de coronelismos? mitiga a inserção de novos talentos e novas dinâmicas mercadológicas? arrefece a competição, indispensável ao amadurecimento do mercado e dos profissionais?

Eu não sei. Principalmente porque, quando a situação é favorável, nosso senso crítico se torna míope.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Descolados Pensantes

Márcia Argollo é Sócia-Diretora- da Norte Comunicação, onde atua como diretora de criação. Formada em Publicidade pela Universidade Federal do Pará e Pós-Graduada pela Escola Superior de Propaganda e Marketing. Nessa entrevista Márcinha, como é conhecida na Faculdade do Pará- FAP, responde às nossas perguntas sobre o papel do Redator Publicitário em meio a ditadura da imagem.

Márcia, cada vez mais temos mais funções e menos tempo para cumpri-las. A redução do hábito de ler avançou com a TV e agora com a informática. Como você vê a superposição da imagem sobre o texto na Publicidade ?

Essa dinâmica da publicidade valorizar a imagem mais que o texto é uma catástrofe, porque as pessoas não conseguem vê o processo da criação como um conjunto. E o redator é importante, porque às vezes ele consegue com uma frase transmitir aquela imagem. Eu já me deparei em situações em que meu Diretor de Arte me disse que teve uma idéia e ele não conseguiu traduzir isso com palavras. Então não tem outra maneira, tem que ter uma complementação entre texto e imagem. É uma grande hipocrisia dizer que o texto acabou. Não pode acabar. Não pode acabar nunca.

Há uma supremacia da imagem sobre o texto?

Pode até haver uma supremacia da imagem em relação ao texto, mas o redator é o elemento que impulsiona o processo criativo, pois o texto que estabelece o que é mais importante, o que vai atrair o público.

Qual a importância de um redator dentro de uma agência?

O redator é uma peça importante e fundamental. Eu tenho mais layoutistas e diretores de Arte na Norte Comunicação, mas nenhuma agência de publicidade vive sem redator. E é uma dificuldade encontrar um redator. As escolas cada vez menos estão formando redatores. Para muitos estudantes ser publicitário ficou muito midiático “televisão… é muito legal ser publicitário, ser produtor” . Mas como fazer os filmes, cartazes, anúncios? Tem que ter idéia, e isso só com texto!

Existem muitos publicitários que conseguem cumprir a função de diretor de arte e redator ao mesmo tempo?

Existem alguns não muitos. Isso acontece muito porque as ferramentas se tornaram acessíveis e deram a oportunidade de o redator, a partir de uma idéia criativa, começa partir para o layout! Às vezes não entendo o porquê dessa paranóia de ser diretor de arte.

Há rixas entre redator e diretor de arte por acharem que a importância do seu trabalho é superior à do outro?

Eu sou muito única porque sou filha de uma agencia só. Só trabalhei na Norte, mas não vejo briga, eu vejo uma construção. Se as pessoas vêem dessa forma elas têm uma visão obtusa. Tanto que várias vezes meu diretor de arte já encontrou uma imagem legal e pediu que encontrássemos um título para compor o anúncio. A rixa que há e que é um lugar comum é a rixa entre os setores de Atendimento e Criação, apesar de alguns contestarem.

A 1ª edição da coluna descolados pensantes fica por aqui. Aguarde a próxima. Uma dica: A próxima entrevistada será a pessoa que faz o cartaz do círio que ilustra desde front lights até simples casas.

domingo, 16 de agosto de 2009

O talento é intrínseco ou a incompetência é nata ?

Quantas vezes eu e você já escutamos: “Fazer isso ou ser aquilo não se aprende, ou você nasce com o dom ou é melhor desistir”. A última vez que ouv isso foi hoje, quando fazia academia , no hoje em Dia pelo jurado do Ídolos, disse ele “Ou a pessoa nasce sabendo cantar ou é melhor desistir, porque pode fazer aula de canto até cansar e não vai adiantar”. Essa é uma constatação que muito me interessa, pois em várias áreas, inclusive a comunicação, sofremos dessa síndrome do “Dom”. A premissa da habilidade nata é verdadeira ou apenas um subterfúgio que busca dissimular a incompetência de muitas pessoas? que por medo de perderem seu lugar desencorajam potenciais concorrentes a ocupar seu ofício. Se, por um lado é fato que algumas pessoas têm mais facilidade em fazer algo, não é mentira que grandes talentos foram o resultado de um árduo processo de tentativas e uma dose cavalar de persistência.
O que você acha?

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Eureka! Sinergia é isso!

Quem já teve alguma aula de Gestalt-Psicologia da forma- já deve ter ouvido falar da tal sinergia que deve haver entre os elementos: texto, som e imagem para obter um resultado envolvente na comunicação. Segundo a Gestalt o criador deve usar esses elementos de maneira a construir um todo em que as partes atuem em conjunto de maneira que o todo se torne muito além do que a soma das partes isoladas. Papo abstrato né? também achei! Mas nessa campanha, que ganhou o Cannes Lions, tudo se tornou claro, tão simples e tão brilhante que dá raiva de não ter pensado nisso antes. O cliente é uma empresa de produção de áudio que precisava mostra de maneira impressa a sua habilidade em produzir sons. Clique na imagem e veja!

sábado, 11 de julho de 2009

Plugado com as novas Ferramentas de Comunicação

Estava lendo a última edição da revista "Meio & Mensagem" (uma das grandes revistas de referência sobre o mercado de comunicação) e tive várias surpresas boas, primeiro porque adoro a revista porque ela nos deixa a par do que acontece de mais inovador em termos de comunicação, segundo porque o setor onde trabalho fez assinatura, isso significa que sempre terei a acesso a revista :). A revista veio com um brinde: a revista Criação especifíca para os afccionados por esse setor da propaganda. Nela tive acesso aum comercial super legal da Apple, considerado por alguns, o melho Vt de todos os tempos. Quando recuperar o link posto aqui no blog!
Mas o mais importante é que na revista descobri um site super legal que esclarece um monte de novidades que estão pipocando no marketing e na comunicação. O site tem vídeos super legais que deixam claro o que é marketing sensorial,eventos de conteúdo, facebook, blogs corporativos, links patrocinados e gadget's. Se você não tem familiaridade com essas palavras-conceitos, passe lá!
http://www.tv1.com.br/

domingo, 5 de julho de 2009

O talento de resumir em uma imagem...

Uma ideia, um sistema, um objetivo mercadológico . Essa é o desafio que diarimente publicitários, sobretudo Diretores de Arte e Designer's se defrontam diariamente. Essa exigência do tempo muitas vezes produz coisas bizarras, outra maravilhas, verdadeiras obras de arte como esses dois anúncios da Dc3, agência supercriativa e funcional.
Adoro filosofar sobre peças publicitárias, mas dessa vez vou poupá-lo desse mergulho. Pois, como berra a minha leitura recente do Kotler (Administração de Marketing) "o objetivo do marketing não é vender um produto, mas é conhecer o cliente de tal maneira que o produto, nesse caso a ideia, se venda sozinho". Eis dois anúncios que conseguem cumprir essa missão com precisão cirúrgica e passionalidade artística.

Por Édipo de Queiroz Santiago