Eu não sei. Principalmente porque, quando a situação é favorável, nosso senso crítico se torna míope.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Tráfego (ou tráfico) de influência ?
Eu não sei. Principalmente porque, quando a situação é favorável, nosso senso crítico se torna míope.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Descolados Pensantes
Márcia Argollo é Sócia-Diretora- da Norte Comunicação, onde atua como diretora de criação. Formada em Publicidade pela Universidade Federal do Pará e Pós-Graduada pela Escola Superior de Propaganda e Marketing. Nessa entrevista Márcinha, como é conhecida na Faculdade do Pará- FAP, responde às nossas perguntas sobre o papel do Redator Publicitário em meio a ditadura da imagem.Márcia, cada vez mais temos mais funções e menos tempo para cumpri-las. A redução do hábito de ler avançou com a TV e agora com a informática. Como você vê a superposição da imagem sobre o texto na Publicidade ?
Essa dinâmica da publicidade valorizar a imagem mais que o texto é uma catástrofe, porque as pessoas não conseguem vê o processo da criação como um conjunto. E o redator é importante, porque às vezes ele consegue com uma frase transmitir aquela imagem. Eu já me deparei em situações em que meu Diretor de Arte me disse que teve uma idéia e ele não conseguiu traduzir isso com palavras. Então não tem outra maneira, tem que ter uma complementação entre texto e imagem. É uma grande hipocrisia dizer que o texto acabou. Não pode acabar. Não pode acabar nunca.
Há uma supremacia da imagem sobre o texto?
Pode até haver uma supremacia da imagem em relação ao texto, mas o redator é o elemento que impulsiona o processo criativo, pois o texto que estabelece o que é mais importante, o que vai atrair o público.
Qual a importância de um redator dentro de uma agência?
O redator é uma peça importante e fundamental. Eu tenho mais layoutistas e diretores de Arte na Norte Comunicação, mas nenhuma agência de publicidade vive sem redator. E é uma dificuldade encontrar um redator. As escolas cada vez menos estão formando redatores. Para muitos estudantes ser publicitário ficou muito midiático “televisão… é muito legal ser publicitário, ser produtor” . Mas como fazer os filmes, cartazes, anúncios? Tem que ter idéia, e isso só com texto!
Existem muitos publicitários que conseguem cumprir a função de diretor de arte e redator ao mesmo tempo?
Existem alguns não muitos. Isso acontece muito porque as ferramentas se tornaram acessíveis e deram a oportunidade de o redator, a partir de uma idéia criativa, começa partir para o layout! Às vezes não entendo o porquê dessa paranóia de ser diretor de arte.
Há rixas entre redator e diretor de arte por acharem que a importância do seu trabalho é superior à do outro?
Eu sou muito única porque sou filha de uma agencia só. Só trabalhei na Norte, mas não vejo briga, eu vejo uma construção. Se as pessoas vêem dessa forma elas têm uma visão obtusa. Tanto que várias vezes meu diretor de arte já encontrou uma imagem legal e pediu que encontrássemos um título para compor o anúncio. A rixa que há e que é um lugar comum é a rixa entre os setores de Atendimento e Criação, apesar de alguns contestarem.
A 1ª edição da coluna descolados pensantes fica por aqui. Aguarde a próxima. Uma dica: A próxima entrevistada será a pessoa que faz o cartaz do círio que ilustra desde front lights até simples casas.
domingo, 16 de agosto de 2009
O talento é intrínseco ou a incompetência é nata ?
O que você acha?
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Eureka! Sinergia é isso!
Quem já teve alguma aula de Gestalt-Psicologia da forma- já deve ter ouvido falar da tal sinergia que deve haver entre os elementos: texto, som e imagem para obter um resultado envolvente na comunicação. Segundo a Gestalt o criador deve usar esses elementos de maneira a construir um todo em que as partes atuem em conjunto de maneira que o todo se torne muito além do que a soma das partes isoladas. Papo abstrato né? também achei! Mas nessa campanha, que ganhou o Cannes Lions, tudo se tornou claro, tão simples e tão brilhante que dá raiva de não ter pensado nisso antes. O cliente é uma empresa de produção de áudio que precisava mostra de maneira impressa a sua habilidade em produzir sons. Clique na imagem e veja!sábado, 11 de julho de 2009
Plugado com as novas Ferramentas de Comunicação
Estava lendo a última edição da revista "Meio & Mensagem" (uma das grandes revistas de referência sobre o mercado de comunicação) e tive várias surpresas boas, primeiro porque adoro a revista porque ela nos deixa a par do que acontece de mais inovador em termos de comunicação, segundo porque o setor onde trabalho fez assinatura, isso significa que sempre terei a acesso a revista :). A revista veio com um brinde: a revista Criação especifíca para os afccionados por esse setor da propaganda. Nela tive acesso aum comercial super legal da Apple, considerado por alguns, o melho Vt de todos os tempos. Quando recuperar o link posto aqui no blog!Mas o mais importante é que na revista descobri um site super legal que esclarece um monte de novidades que estão pipocando no marketing e na comunicação. O site tem vídeos super legais que deixam claro o que é marketing sensorial,eventos de conteúdo, facebook, blogs corporativos, links patrocinados e gadget's. Se você não tem familiaridade com essas palavras-conceitos, passe lá!
http://www.tv1.com.br/
domingo, 5 de julho de 2009
O talento de resumir em uma imagem...
Uma ideia, um sistema, um objetivo mercadológico . Essa é o desafio que diarimente publicitários, sobretudo Diretores de Arte e Designer's se defrontam diariamente. Essa exigência do tempo muitas vezes produz coisas bizarras, outra maravilhas, verdadeiras obras de arte como esses dois anúncios da Dc3, agência supercriativa e funcional.
Adoro filosofar sobre peças publicitárias, mas dessa vez vou poupá-lo desse mergulho. Pois, como berra a minha leitura recente do Kotler (Administração de Marketing) "o objetivo do marketing não é vender um produto, mas é conhecer o cliente de tal maneira que o produto, nesse caso a ideia, se venda sozinho". Eis dois anúncios que conseguem cumprir essa missão com precisão cirúrgica e passionalidade artística.Por Édipo de Queiroz Santiago
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Depois de chorar muito, Vamos chorar mais um pouco ?
Nos últimos dias nós, estudantes de jornalismo, tivemos muito o que lamentar pela decisão do STF. Pois é... temos um pouco mais a chorar com essa música do Danilo Gentili que canta as maravilhosas condições de trabalho que nos aguardam nas redações. Se é que lá nós vamos chegar!
Letra e música: Danilo Gentili
Música e viola: Rogério Morgado
Trabalho, trabalho, trabalho
todo dia essa labuta
do suor do meu rosto eu sou
quem menos desfruta
Trabalho, trabalho, trabalho
que nem um filho da puta
pra mim uma migalha e o filé
pra quem nunca foi pra luta
O trabalho enobrece disse meu patrão
com sua amante num iate "trabalhando" de montão
E o líder do sindicato faz greve por melhoria
mas quando é promovido: pau no cu da maioria
Refrão
Trabalhando chego lá me disse aquela mulher
trabalhou tanto e chegou lá, lá na doença de L.E.R.
E de tanto usar a pá João coveiro acabou torto
mas oras vejam só não tem nem onde cair morto
Refrão
Olha só que exemplar vestiu a camisa da empresa
mas ela não vestiu a dele nos cortes de despesa
Analisando minha vida sou uma puta bem vadia
aaaaaaa...aaaa....aaaaa
permito que me fodam em troca de uma mixaria
Refrão
Abaixo a versão em estúdio. (Onde está escrito "estúdio" entede-se "meu quarto". E onde está escrito "versão" entende-se "lixo").
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Covardia, Conivência e Resistência
Quando entrei no curso de jornalismo da Federal me deparei com vários tipos de pessoas: pessoas que achavam que falar muito (e dizer nada) as tornava jornalistas, pessoas talentosas, humildes, brilhantes e presunçosas. Com várias delas tive a oportunidade de discutir a nossa postura em relaçao ao mercado de trabalho. Depois de algum tempo percebi que opiniões se dividem em covardia, conivência e resistência.A covardia é logo defendida por aquelas pessoas que rapidamente se encantam com os professores "nobres", cujo trabalho consiste em desistir da labuta jornalistíca e se ocupar em criticar ( sob um gostoso clima de ar condicionado) a atuação de jornalistas que têm que cumprir o imperativo ético a todo custo, afinal é moleza a tarefa de ser herói diariamente e ainda acumular problemas para pagar o supermercado, a educação do filho e enfrentar apressão de anunciantes pagadores de seu salário. Assim fica fácil exigir ética quando não se vive a realidade do mercado. Os apóstolos dos professores heróis logo se unem em coro: "eu vou ser pesquisador, não sucumbirei a esse torpe mercado".
Em uma outra extremidade se situam os resistentes. Esses reconhecem os limites e obstáculos à atividade jornalística, querem como os coniventes trabalharem dentro dos grandes meios de comunicação, não pelo puro prestígio, mas justamente para poder ser uma voz dissonante do silencio obsequioso que se alastra nas redações de jornalistas que abrem mão de seus princípios em nome de uma chance de ser promovido.
Por Édipo de Queiroz Santiago